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pras crian?as lerem?
Pois ?
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A janela estava aberta e chovia lá fora. Ele se assustou com alguns pingos que, rebeldes, fujiam da sua rota natural (o chão) e insitiam em cair na sua pele.
Embora estivesse frio pela manhã, estava sem cobertores. Se mexia muito à noite e quando acordava, eles não estavam mais lá. Pssou a mão pelo rosto e tirou uma gota gelada que estava ali.
Se sentou na cama e ouviu um pio. Olhou pela janela e viu um pequeno passarinho, marrom. Ficou observando a ave. Como se ele nem estivesse ali atrás, continuou a observar a chuva cair, de vez em quando mexendo a cabeça para o lado e olhando, para baixo das telhas da casa vizinha, um grupo de outros passarinhos que estavam lá, também olhando para a chuva e, de vez em quando, olhavam para o passarinho na janela, como se dissessem: cria coragem e vem pra cá.
Ele gostou da cena que via, e continuou a observar. O passarinho parecia com medo. Parecia novo, era pequeno. Talvez não tivesse experiência de vôo, quanto mais em vôo com chuva. Num dado momento o passarino olhou pra trás e só então percebeu que alguém o observava.
Pareceu haver uma dúvida nos olhos do pequeno pássaro. Talvez estivesse com medo daquele ser humano que, se comparado a ele, era gigantesco; embora fosse incapaz de fazer mal ào passarinho (ele cultivava um estranho medo de animais, de qualquer tamanho ou espécie).
Ele também se assustou quando o passarinho, após parecer pensar no que fazer, levantou vôo na direção do rapaz, como se fosse atacá-lo. Ele naturalmente, recuou. Mas o passarinho não o atacou. Como se quisesse pegar impulso (de uma maneira que ele não compreendeu direito), contornou a vabeça do jovem e saiu rasante em direção às telhas do vizinho. Quando chegou lá, pareceu ao jovem que os passarinhos estavam comemorando a coragem do passarinho da janela.
O jovem sorriu, feliz pelo passarinho, que conseguiu vencer seu medo, secou mais algumas gotas que ainda caiam nele, fechou a janela e pegou seu cobertor.
Deitou-se novamente e voltou a dormir, sonhando com seus próprios medos de voar na chuva.

--- xx corte aqui.

"Prometa não chorar, e não se arrepender.
Não chora."
_Fresno

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- escrito por: Laranja Man5on ?s 22h23
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Mood


De repente bateu um sentimento estranho. Não sei explicar direito. Aliás não sei nem como explicar. Eu acordei bem. De certa forma, feliz.

Sem motivo aparente ], eu estava me sentindo bem, me sentindo integrado. Minhas mudanças repentinas de humor são muito, muito comuns mas por algum motivo que eu nçao entendi, hoje isso me incomoda bastante.

De repente eu me senti sozinho comohá algum tempo eu não me sentia. Me sinto mal. Me sinto triste.

--

Há algum tempo tenho fugido da minha melancolia. Me escondendo atrás de uma pseudo-máscara de felicidade falsa. Procurando em qualquer coisa um esconderijo pra mim. Me escondendo de mim mesmo, talvez. Acho que hoje bateu a "ressaca", a parte chata de tantas substancias ingeridas nos últimos tempos. De repente a melancolia me achou e eu não sei pra onde fugir dela.

Abandonado. Perdido. Sem lugar. Sem alguém.

"Sabe o que eu queria agora, meu bem? Sair, chegar lá fora e encontrar alguém, que não me dissesse nada. Não perguntasse nada também. Quem me oferessesse um colo,um ombro, onde eu desaguasse todo desengano"

--

Eu sempre tô disponivel pra todo mundo, sabe? Me chamou, eu tô lá. MAs quando eu preciso, nunca tem ninguém. Ninguém pode, ninguém vai. Ninguém ouve, mas todo mundo quer ser ouvido. Eu devo ter cara de analista, desses que nunca tem problemas, mas que sabem como resolver o problema de todo mundo. A bem da verdade eu nunca gostei muito de me abrir com os outros, sempre achei muito chato alugar alguém com meus pensamentos. Por outro lado, ninguém nunca pareceu muito interesado nisso.

Junta isso a minha eterna "alegria" e o sorriso gigante estampado na cara e todo mundo acha que tá tudo lindo, às mill maravilhas.

Sinceramente? Nunca esteve.

Mais sinceramente? Nunca vai ficar.

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- escrito por: Laranja Man5on ?s 23h54
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